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Vídeo – Loteamento Terra Viva é alvo de denúncias de moradores por abandono, escorpiões e jararacas

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Lançado em junho de 2015 e liderado pelo Senhor Lídio Souza Oliveira — conhecido na região como Lídio —, o Loteamento Terra Viva, em Medeiros Neto (BA), prometia ser um marco na moradia popular da região.  O sonho da casa própria, atraiu dezenas de famílias que investiram suas economias na expectativa de um bairro modelo.O loteamento possui área total de 25.200 metros quadrados, divididos em 79 lotes, que somam 16.560 metros quadrados. Do restante da área, 5.320 metros quadrados seriam destinados a ruas e avenidas, 800 metros quadrados para calçadas e 2.252 metros quadrados para área verde, conforme o projeto original e memorial descritivo aprovado pelo município. Porém, o que era para ser um recanto tranquilo transformou-se em motivo de revolta e medo. O loteamento nunca recebeu calçamento, meio-fio, e a precária energia e água que la existem, foi por atititude posterior dos próprios moradores que inverviram perante a COELBA e EMBASA. Os lotes ainda não vendidos estão tomados por mato alto, entulho e sujeira, sem qualquer manutenção por parte do proprietário.     Os moradores denunciam que Lídio, após comercializar boa parte dos terrenos, simplesmente deixou de cumprir qualquer obrigação. Além do abandono da infraestrutura, ele teria vendido um pedaço de uma rua — uma continuação da via — para um cliente e suprimido a área verde que era reservada para lazer da coletividade. A atitude vai contra o Código Municipal e o que consta no projeto original e no memorial descritivo aprovado por decreto em 2015, o que revoltou ainda mais os moradores. “Ele não respeita nem o papel assinado pela prefeitura“, desabafou um dos residentes.Os moradores relatam, com medo e indignação, que centenas de escorpiões e dezenas de jararacas têm sido encontrados no loteamento — inclusive dentro das residências e próximas às casas. O mato alto nos lotes abandonados, somado ao lixo acumulado e à falta de qualquer limpeza por parte do proprietário, criou um ambiente propício para a proliferação desses animais peçonhentos. A situação coloca em extremo risco de morte os moradores, especialmente crianças e idosos, e não há qualquer ação de capina, roçagem ou controle de pragas sendo realizada por Lídio Souza Oliveira nem pelo poder público. A sensação de abandono é geral, e o medo de um acidente grave toma conta do dia a dia de quem vive no local.O descaso de Lídio, segundo os moradores, é explícito e revoltante. “Ele só se importou em ganhar o dinheiro com a venda dos terrenos. Depois que vendeu, sumiu. Não quer saber se tem mato alto, se criança corre risco de picada de cobra, se as ruas viram lamaçal na chuva. Ele já recebeu o dele“, afirmou um dos moradores. A ausência de fiscalização da prefeitura também é criticada, mas a chateação maior se concentra no empresário  que abandonou compradores à própria sorte e ainda desrespeitou o projeto aprovado.Moradores em frente a área verde que estava no projeto mas foi suprimida pelo proprietário do loteamento

Diante da omissão recorrente e do perigo iminente, os moradores decidiram agir com mais firmeza. Eles estão organizando um dossiê com fotos, vídeos, registros dos animais peçonhentos capturados no loteamento e documentos que comprovam a supressão da área verde e a venda irregular de parte da rua. A intenção é levar o caso ao Ministério Público da Bahia, exigindo não apenas a imediata limpeza e infraestrutura prometida, mas também indenização por danos morais coletivos e individuais, além da reparação da área verde suprimida. “Não queremos mais promessas. Queremos justiça. Ou ele cumpre ou responde criminalmente“, concluiu uma moradora.    Enquanto nada é resolvido, as famílias do Terra Viva seguem reféns do medo e da indignação. O sonho da casa própria, vendido como solução para “sair do aluguel”, transformou-se em um pesadelo de risco sanitário, abandono e falta de responsabilidade. O caso expõe mais uma vez a fragilidade da fiscalização de loteamentos no interior da Bahia e a impunidade de incorporadores que vendem promessas e entregam perigo. Agora, resta saber se o Ministério Público será a última esperança de quem só queria um lugar digno e seguro para viver.

Da Redação do Liberdade Notícias

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